Uberaba recebe 25% da dose mensal de pentavalente solicitada pela Secretaria Municipal de Saúde – G1

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Uberaba recebeu na última semana, 614 doses da vacina pentavalente da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Cada unidade que tem sala de vacina teve de 30 a 40 doses.

Segundo o secretário de Saúde, Iraci Neto, a quantidade destinada pelo Estado representa apenas 25% da demanda mensal da SMS .

“Continuamos insistindo em mais repasses do Ministério da Saúde para a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, responsável pela distribuição direta para os municípios. Por problemas técnicos, a vacina foi recolhida pelo Ministério da Saúde em todo o país, e a previsão do governo federal é de que a situação só volte a ficar normalizada em novembro”, relembrou Iraci.

A pentavalente protege contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenza tipo b, bactéria responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, as crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.

As salas de vacina funcionam das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira. Já na Unidade Matricial de Saúde (UMS) Professor Aluízio Prata, no Bairro Elza Amuí, UMS Nossa Senhora da Abadia, no Bairro Abadia, e UBS Valdemar Hial Júnior, no Bairro Fabrício, as salas de vacina funcionam até as 21h.

Em setembro, o G1 noticiou que aplicação da vacina em Uberaba foi suspensa. O estoque das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foi recolhido depois que o produto, adquirido pelo Ministério da Saúde, foi reprovado em testes de qualidade.

Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. A vacina é comprada via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma vez que não existe laboratório produtor no país.

O Ministério da Saúde, por meio de toda, explicou que doses compradas por intermédio da OPAS foram reprovadas em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas.

A pasta declarou que solicitou a reposição do fornecimento à OPAS. No entanto, alegou que não havia disponibilidade imediata da pentavalente no mundo, dependendo do processo de fabricação e testagem. Ainda esclareceu que há recursos para aquisição e que o abastecimento deve voltar à normalidade a partir de novembro. O abastecimento está parcialmente interrompido desde julho em todo o Brasil.

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